Males fisicos e mentais de muito trabalho

Publicado em 30 de outubro de 2007, terça-feira.

A acirrada concorrência do mercado, aliada à pressão por resultados rápidos, faz com que muitos profissionais exagerem na dedicação ao trabalho, cumprindo longas e estressantes jornadas diárias. Para os chamados workaholics (fanáticos por trabalho), a correria diária torna-se parte da vida, mas quando foge ao controle pode trazer graves problemas à saúde e à vida familiar.

De acordo com o Centro de Medicina do Trabalho da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o número de casos registrados pelo Ministério da Previdência Social como transtornos mentais relacionados ao trabalho saltou de 482, em 2000, para 3.701, em 2005 (pelos últimos dados disponíveis), aumento de cerca de 668%.

Os workaholics sofrem do que se chama de síndrome da pressa e podem desenvolver compulsão pelo trabalho. São pessoas que querem executar diversas tarefas ao mesmo tempo e, por isso, estão sempre apressadas; profissionais que medem seu sucesso por conquistas materiais, o que gera desgaste físico e emocional.

Como conseqüência, podem desenvolver ou agravar hipertensão, são mais suscetíveis a problemas cardíacos, sem falar em ansiedade, insônia e dores musculares.

Há formas de controlar ou minimizar o problema. A primeira é praticar atividade física, que produz substâncias que melhoram o sono, entre outras funções do organismo. Recomenda-se também uma alimentação rica em frutas e verduras, além de programas relaxantes, que dêem prazer, como leitura, jardinagem e afins.

A compulsão por trabalho é tão grave quanto qualquer outra, como por jogo, sexo ou drogas, mas é socialmente aceita, já que as pessoas não conseguem viver sem trabalho.

Por isso, muitos profissionais confundem a compulsão pelo trabalho com trabalhar duro. Mas a diferença não está na carga de trabalho ou na função ocupada, e sim nas características individuais. É preciso verificar em que medida o trabalho compromete a vida da pessoa e se assume os lugares que deveriam caber à família, ao lazer ou mesmo à reciclagem profissional. Em outro nível estão pessoas que trabalham duro e muitas em funções com alta carga de estresse, mas nem por isso fazem do trabalho sua única razão de ser. Ser workaholic, ou pior, um trabalhador compulsivo, não garante melhores resultados, mas reconhece que poucas organizações perceberam o detalhe. A maioria ainda valoriza a entrega do profissional. Uma maneira de o trabalhador voltar a ter controle sem dar sinais de perda da importância dentro da organização, é refletir sobre seu estado de ânimo. Caso esteja descontente, deve identificar o motivo da insatisfação e procurar resolvê-lo.

Outra medida é fazer a relação entre o gasto de energia na realização de uma tarefa e o resultado obtido.

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