Noz

Publicado em 10 de junho de 2008, terça-feira.

O consumo desse alimento costuma aumentar na época das festas. Mas deveria ser consumido o ano inteiro.

E a história se repete mais uma vez... Como têm acontecido com alguns ex-vilões alimentares (café e chocolate são os exemplos mais recentes), as nozes também passaram para o "lado do bem". Tradicionalmente tida como um alimento pouco saudável devido ao seu alto conteúdo de gordura, esse alimento mal conhecido pelos brasileiros padeceu dos efeitos de um pecado mais grave do que a gula. O pecado da generalização.

As diretrizes alimentares americanas, que acabam norteando médicos, nutricionistas e instituições de saúde no mundo todo, têm recomendado aos indivíduos a comer menos gordura.

Nos últimos vinte anos, todos os alimentos com alto teor de gordura têm sido incriminados sem respeitar suas diferenças. Estudos epidemiológicos recentes têm demonstrado, de maneira consistente, em diferentes grupos populacionais, que os indivíduos que ingerem nozes com freqüência (cinco vezes por semana) têm menor incidência de doenças cardíacas do que aqueles que ingerem uma vez ou menos.

Este efeito é atribuído ao tipo de gordura encontrado nas nozes, alimento rico em gorduras insaturadas, mono e poli-insaturadas e pobres em gorduras saturadas. Perfil este que é associado a uma baixa concentração da lipoproteína de baixa densidade, conhecida como mau colesterol.

Além disso, as nozes possuem outros nutrientes como fibras, proteínas e vitamina E, que podem conferir uma proteção adicional ao coração.

O efeito benéfico das nozes parece não ocorrer somente sobre o coração e estudos estão sendo conduzidos no sentido de avaliar seu efeito sobre a pressão arterial, diabete e câncer.

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