Mulheres à beira de um ataque de nervos

Publicado em 18 de junho de 2008, quarta-feira.

Essa tal TPM só traz problemas: sem controle, a mulher muda completamente durante um determinado período do mês, da água para o vinho... E isso não é problema somente dela, porque na maioria das vezes acabam afetando o marido, o namorado, o noivo, os amigos, e a família também.

Ou seja: a TPM tornam-se uma perfeita "estraga-relacionamentos". Um dia, você simplesmente acorda de mal com o mundo. Nada pode te irritar mais do que piadinhas sem graça, dias chuvosos, trânsito trancado, contas atrasadas, namorado desatento...

Qualquer detalhe já é motivo para você chorar sem motivo aparente, gritar, ficar furiosa porque ele atrasou 5 minutos, e vai da euforia à depressão num instante. Nesses dias parece que todos são culpados por tudo o que acontece de errado nas nossas vidas. Bom, só pra se ter uma noção é mais de 150 sintomas, e a maioria das mulheres desconhece grande parte deles. Acham que é apenas uma irritaçãozinha e vai passar logo. E até passa. Mas volta, sem dó nem piedade no próximo mês!

A danada da TPM é um desequilíbrio orgânico que atinge por volta de 75% das mulheres entre os 20 e os 45 anos, manifestando-se geralmente nos dias que antecedem ao período menstrual. E ela não é uma doença, mas sim um distúrbio que pode (e deve!) ser tratado normalmente.

Outra dúvida: mulheres que não menstruam, ou não tem útero/ovário, podem ser vítimas da TPM? Pois ao contrário do que se pensa, podem sim! O culpado pela Tensão Pré-menstrual é um amplo desequilíbrio orgânico proveniente de carências nutricionais.

A TPM tem sintomas físicos e emocionais, e causa sofrimento não apenas a você, mas também às pessoas ligadas afetivamente a você. Muitas vezes elas simplesmente não conseguem compreender ou suportar as instabilidades do período. Até mesmo o ambiente profissional pode ficar comprometido pela sua tensão, irritabilidade e falta de concentração.

Mas o mais grave são as estatísticas, que provam que é durante este período que ocorrem alterações comportamentais mais sérias: 48% dos acidentes de carro; 43% dos acidentes de trabalho; 28% de agressões às crianças; 28% dos crimes envolvendo mulheres; e 25% das tentativas de suicídio.

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