O outono e as doenças respiratórias

Publicado em 17 de julho de 2009, sexta-feira.

O outono chegou e com ele os meses mais frios do ano. Nesse período, é comum as pessoas ficarem mais próximas e em lugares fechados, o que facilita a disseminação de algumas doenças transmitidas pelo ar. Os problemas podem ocorrer em qualquer época do ano, mas as características do outono e do inverno são ideais para a ação dos vilões nessas estações. A associação da diminuição da temperatura, da baixa umidade relativa do ar e do maior nível de poluição atmosférica aumentam os casos de doenças respiratórias infecciosas, inflamatórias e alérgicas.

Os problemas mais comuns são as infecções respiratórias. Entre as principais enfermidades do gênero estão a gripe e o resfriado, que costumam ser confundidas. A gripe é causada somente pelo vírus influenza, enquanto os resfriados, por muitos outros, como o Rinovírus. A gripe é mais grave. Além dos sintomas de resfriado, como coriza, mal-estar e dor no corpo, costuma dar febre alta e a pessoa fica de cama. A gripe é altamente contagiosa e pode ser transmitida quando o doente tosse, fala ou espirra. Um adulto pode passar a doença desde um dia antes de apresentar os sintomas até, geralmente, cinco dias depois. As crianças podem transmitir por mais tempo: de sete a dez dias.

Não há tratamento específico para os resfriados, apenas para a gripe. Há uma medicação para o tratamento do influenza, só que é muito cara e deve ser aplicada nas primeiras 24 horas de infecção. Por isso, os sintomas das duas patologias são amenizados com os populares antigripais.

O alerta também para a possibilidade de infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que costuma causar epidemias no outono e no inverno. Nos adultos, o micro-organismo normalmente desenvolve um quadro de resfriado comum. É como se fosse uma bronquiolite (inflamação nos bronquíolos) e pode causar problemas graves em prematuros que nasceram com até sete meses de gestação e crianças menores de 2 anos que têm doenças cardíacas ou pulmonares. A prevenção para esses casos é a administração de imunoglobulina anti-VSR.

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