A menopausa precoce

Publicado em 31 de julho de 2009, sexta-feira.

A última menstruação da mulher é chamada de menopausa. O termo climatério é usado para indicar uma fase da vida em que ocorre uma transição do período reprodutivo (fértil) para o não reprodutivo, devido à diminuição dos hormônios sexuais que são produzidos pelos ovários. A menopausa delimita as duas fases do climatério: pré-menopausa e a pós-menopausa. A idade média em que as mulheres entram na menopausa é em torno de 50 anos.

A menopausa é chamada de precoce ou prematura, quando ocorre antes dos 40 anos, afetando uma em cada 100 mulheres nesta faixa etária. Estima-se que uma em cada 1000 mulheres entrem na menopausa antes dos 30 anos, um em cada 250 em torno dos 35 anos e de uma em cada 100 aos 40 anos. Manifesta-se como cessação das menstruações, não podendo ser considerada definitiva em todas as pacientes, uma vez que a gravidez pode ocorrer em até 5-10% destas mulheres. Na maioria dos casos apresenta-se na forma esporádica, pois apenas 5% apresentam histórico familiar. Entre as causas conhecidas estão as alterações genéticas, doenças autoimunes (caracterizadas pela produção de anticorpos que passam a atacar o organismo), alterações tóxicas e iatrogênicas (causadas por procedimentos médicos). Com relativa freqüência, a causa da menopausa precoce não é obtida, sendo então denominada de idiopática.

O diagnóstico da menopausa precoce é feito baseado na história clínica e na dosagem de níveis elevados do hormônio folículo estimulante (FSH), um hormônio produzido na glândula hipófise que estimula os ovários. Posteriormente, as causas mais específicas da menopausa precoce podem ser investigadas. O manejo clínico visa o suporte emocional, o tratamento hormonal com estrogênios e progestogênios, a abordagem da infertilidade e a prevenção de doenças associadas, como a osteoporose e o potencial maior risco cardiovascular.

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