Vírus HPV

Publicado em 13 de julho de 2007, sexta-feira.

O Papilomavírus Humano (HPV) é o causador do condiloma acuminado, conhecido como crista de galo ou verruga venérea. Atualmente a infecção genital pelo HPV é a DST viral mais freqüente na população sexualmente ativa. A prevalência do DNA - HPV em geral, considerando diferentes populações do mundo, tem variado entre 30% e 50%.

A infectividade do HPV é alta: 60% dos parceiros de pessoas infectadas adquirem o vírus após um único contato sexual. A contaminação ocorre essencialmente durante as relações sexuais, pelo contato genital. A partir daí, o vírus se instala no interior de uma célula da vagina ou da vulva para conseguir sobreviver. Pode ficar ali, em estado latente, sem causar nenhum sintoma, ou então provocar lesões.

Os sinais mais característicos são pequenas verrugas que surgem na região dos lábios genitais. Às vezes, ocasiona coceira, corrimento e ardência, além de dor ou desconforto nas relações sexuais.

A transmissão se dá, na grande maioria dos casos por via sexual e raramente pela via não-sexual (roupas íntimas contaminadas) e materno-fetal (durante a gestação, intra e periparto). O vírus penetra no hospedeiro através de microtraumatismos.

O período de incubação varia de 2 semanas a 8 meses (média de 3 meses) e parece estar relacionado com a competência imunológica individual até o surgimento das primeiras lesões.

Por esse motivo as manifestações são mais evidentes em imunocomprometidos. O condiloma acuminado é a manifestação clínica mais comum e facilmente detectada, embora possa apresentar morfologia variável. Podem evoluir com remissão das lesões, mas potencialmente infectantes, ou apresentar-se como doença ativa recorrente.

As formas subclínicas necessitam métodos complementares para o diagnóstico, como a colposcopia, peniscopia, citologia ou histologia. A forma latente (a mais comum
de todas as formas) não apresenta lesão macro ou microscópica, sendo definida pela presença do DNA viral detectada apenas por técnicas de biologia molecular. A infecção subclínica é a forma mais freqüente de manifestação do HPV no colo uterino. Embora no homem não haja associação entre HPV e tumores do aparelho geniturinário, a sua importância reside no fato dele ser um portador e perpetuador da infecção para suas parceiras.

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