Calvície 
04 de setembro de 2009
A Alopécia Androgênica, também conhecida como calvície masculina, é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos, não sendo considerada uma doença. Tal genética pode ser herdada tanto do pai quanto da mãe. A Alopécia Androgênica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos (testosterona) que começam a ser produzidos na adolescência. A testosterona, ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT).
É essa substância, a DHT, que agirá sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, tornando-os menores e mais finos. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a tão temida calvície.
A característica principal da calvície é a contínua queda dos cabelos substituídos por fios mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefação e ao afastamento da linha de implantação para trás.
A contínua progressão do quadro leva à calvície, caracterizada pela ausência de cabelos nas partes superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posteriores. Por vezes, acompanhando o processo de queda dos cabelos está a produção aumentada de oleosidade e a descamação no couro cabeludo (a caspa), embora não sejam estes responsáveis pela calvície.
Mulheres com níveis hormonais anormais também podem ser atingidas, porém não chegando à calvície total, apresentando um quadro de rarefação difusa dos pêlos que também ficam mais finos. Geralmente as manifestações agravam-se após a menopausa.
Tratamento da calvície
O tratamento da calvície visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo a queda dos cabelos. Pode ser realizado com o uso de substâncias aplicadas diretamente no couro cabeludo ou com medicamentos via oral.
A finasterida revolucionou o tratamento da calvície bloqueando a ação da enzima que dá origem à DHT. Essa medicação é eficaz no controle da queda dos cabelos para a grande maioria dos pacientes tratados e até mesmo na reversão de pêlos velus (finos e pequenos) para pêlos normais, caracterizando a “repilação”.
A indicação do tratamento mais apropriado depende de cada caso, devendo ser feita por um dermatologista, pois o quadro clínico varia muito de paciente para paciente.


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