Dieta na menopausa

06 de agosto de 2009

Por volta dos 50 anos, as mulheres devem ter muito cuidado com o excesso de peso. Elas também devem suprir a falta de cálcio causada pela redução do hormônio estrógeno. Assim, a dieta deve conter alimentos ricos em cálcio (como os derivados do leite) e pobres em sódio (ou seja, pouquíssimos salgados). Essas mulheres devem tirar o saleiro da mesa, e abusar do leite e dos iogurtes desnatados. Outra boa dica é procurar alimentos derivados da soja e de grãos como a lentilha e o feijão, que têm eficácia comprovada no combate aos sintomas da menopausa. Como a perda de ferro diminui com o fim da menstruação, as mulheres com mais de 50 anos também podem diminuir o consumo de carnes vermelhas, assim como das gorduras de origem animal e dos embutidos. E, como sempre, é preciso consumir muitas frutas e verduras.

Muito se fala da ingestão adequada de alimentos no que se refere aos problemas estéticos da questão: ganho ou perda de peso. Embora a aparência física seja importante, tanto para o relacionamento social quanto para a auto-estima, nem sempre os benefícios da alimentação bem balanceada para a saúde são devidamente valorizados. Todos nós já ouvimos falar nos problemas de osteoporose e de doenças cardiovasculares que ocorrem após a menopausa, mas pouca gente sabe da gravidade desses problemas no Brasil. Hoje em dia, em nosso país, as doenças cardiovasculares, que incluem infarto do coração e derrame cerebral atingem freqüentemente as mulheres.


Sabe-se que milhares de fraturas do quadril e das vértebras ocorrem anualmente devido à osteoporose e que a freqüência é muito superior nas mulheres após a menopausa. O esqueleto humano é composto por estruturas rígidas chamadas de ossos. Os ossos, como quase todo o resto do corpo humano, são estruturas vivas que respiram, crescem, se modificam e se adaptam às situações do cotidiano.

Após a menopausa, a queda rápida dos níveis hormonais faz com que o esqueleto vá se enfraquecendo, e com isso os ossos vão perdendo a sua resistência. Como conseqüências podem ocorrer fraturas, tanto as muito sérias como a fratura do quadril, como outras fraturas menores, como as micro fraturas das vértebras, que não têm repercussões graves em curto prazo, mas que causam dores e progressivo encurvamento da coluna conhecida como a “corcunda da viúva”. Os tratamentos para a menopausa reduzem muito estes problemas, mas é essencial oferecer ao organismo uma alimentação adequada com os nutrientes necessários para os ossos. A principal substância necessária para a firmeza do esqueleto é o cálcio.

O cálcio

Verificou-se em vários estudos médicos que os homens e as mulheres que sofriam fraturas de quadril com facilidade, consumiam pouco cálcio. As mulheres que comem alimentos ricos em cálcio têm índices mais baixos de fraturas ósseas que as que se alimentam de dietas pobres nessa substância. É claro que a necessidade diária de cálcio varia muito entre as pessoas e depende da idade, da existência de doenças, do uso de medicamentos, do consumo de álcool e da taxa de hormônios. Apesar dessas variações, é recomendável que todas as mulheres após a menopausa recebam através da alimentação entre 1.000 e 1.500 miligramas de cálcio por dia (1.000 miligramas correspondem a uma grama). Sendo 1.500 miligramas para aquelas que não estejam recebendo estrógenos (terapia de reposição hormonal). É importante ressaltar que seu corpo não pode absorver o cálcio ou adicionar cálcio aos ossos sem a presença de vitamina D, em quantidade suficiente. Por isso é importante conhecer os alimentos que contêm naturalmente altas concentrações dessa vitamina, que incluem: a gema de ovo, alguns peixes e a manteiga. Esses alimentos devem ser consumidos com moderação por serem gordurosos.

A exposição moderada ao sol auxilia a produção de vitamina D pelo organismo. Um dos alimentos mais ricos em cálcio é o leite e seus derivados. No entanto às vezes estes são alimentos ricos também em calorias e gorduras, que podem aumentar a incidência de doenças cardíacas e vasculares. Por isso é importante uma dieta balanceada rica em cálcio e que não engorde.

Redação Bem de Saúde

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