Você já ouviu falar na criança índigo?

06 de novembro de 2007

O seu filho viaja quando ouve algo que não lhe interessa? Ele parece desatento, distraído, mas fica horas superconcentrado no que gosta: como num teclado de um piano, em jogos de computador ou horas escrevendo?

Ele é rebelde, respondão e detesta injustiças? Precisa que você lhe explique com todo carinho os motivos para que obedeça? Pois seu filho pode ser um índigo - a cor arroxeada do jeans, quase lilás, e escolhida por representar uma aura positiva.


O rótulo foi criado por especialistas americanos para designar uma criança hiper-sensível, cujo cérebro recebe muitos mais estímulos que a média dos mortais.

A psiquiatra Ana Beatriz Silva escreveu o best-seller “Mentes inquietas” no qual explica como lidar com essas crianças de cérebro hiperestimulado para que elas desenvolvam suas potencialidades, geralmente geniais, e não terminem rotuladas em casa e na escola, como intempestivas, desatentas e até agressivas, o que as leva ao desastre.

Ela cita o músico Marcelo Yuka , seu paciente há quatro anos cujo “faro para estranheza”, vem desde a infância: “Tudo que Marcelo descobre em termos de sons e parece estranho, depois de algum tempo vira popular”, conta.

Os índigos têm ainda uma intuição exacerbada que, segundo Ana Beatriz é interpretada como uma espiritualidade elevada.

Mas o que a ciência comprova é que os índigos têm um funcionamento cerebral diferente. Se não forem bem compreendidos, podem ser confundidos com pessoas impulsivas e agitadas.

A sociedade competitiva e individualista também afeta extremamente essas crianças hipersensíveis. Por serem muito curiosas, intuitivas, solidárias e justas, a cultura do sucesso e do dinheiro pode deixá-las aflitas, ansiosas ou angustiadas.

Ela diz que este é mais um motivo para que estas crianças sejam tratadas com maior compreensão.

Redação Bem de Saúde

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